sábado, 14 de outubro de 2017

"Isso é consideração a mais"

Foi o que me disse uma pessoa, a propósito de eu me ter desculpado, via Facebook, por não lhe ter dado atenção suficiente numa conversa que tivemos antes e que foi interrompida quando alguém veio falar comigo.
A minha primeira reação foi pensar que era falta de autoestima, de segurança, de noção do valor próprio. Senti um misto de pena, indignação, identificação, e vontade de contrariar aquela ideia. Mas não fiz nada. Absolutamente nada. Continuámos a conversar, retomando o fio que fora interrompido na ocasião anterior. Mas depois de ter voltado para casa, pensei para comigo: «Não existe tal coisa. Nunca se pode ter "consideração a mais" por alguém. Essa pessoa é que pode não ser capaz de aceitar toda a consideração que lhe damos.»
Mas aquilo ficou a remoer cá dentro. E depois vi as coisas de forma diferente. Pareceu-me que, afinal, a consideração "a mais" que eu tinha demonstrado podia mesmo ter sido excessiva, despropositada, abusiva ou se calhar invasiva.
Atiro-me de cabeça, é o costume. Desde que me lembro que sou assim. Não sei ser razoável, agir de forma sensata, de acordo com as circunstâncias e o grau de familiaridade ou falta dela. De repente, dá-me vontade de mergulhar na intimidade com que não a tenho, de partilhar tudo o que sou com quem só quer saber uma parte, de me despir junto de quem prefere ver-me vestida (em sentido metafórico, sim?).
Desmesuradamente, desmedidamente, despropositadamente, atabalhoadamente. Sou eu a ser. Por vezes a menos, mas sobretudo a mais.


segunda-feira, 31 de julho de 2017

O que é o sucesso

Sucesso não é fama nem dinheiro.
É conseguirmos atingir objetivos dos quais nos podemos orgulhar.


sábado, 17 de junho de 2017

:(

Não, não é um adereço sexualmente estimulante.
É uma ortótese e terá de ser usada pela minha filha de 14 anos a partir de agora e até aos seus 16...


domingo, 23 de abril de 2017

Não quero saber, por isso pergunto


- Então afinal quem é que ganhou o jogo ontem? - Pergunta-me a outra mãe que estava sentada ao pé de mim, frente ao parque infantil, enquanto os nossos filhos brincavam lá dentro.
- Não faço ideia - respondi eu. - Não ligo nada a futebol.
E ela sai-se com esta:
- Nem eu! Nada!

Ai não? Então a que propósito é que fez a pergunta?!


sexta-feira, 11 de novembro de 2016

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Desvalorizar/Valorizar o que é negativo/positivo


Decididamente, tenho de deixar de ser tão pessimista.

Já me cansa a minha própria tendência para desvalorizar o que faço bem, para dar sempre ênfase ao que está mal, ao que podia ser melhor. O perfecionismo leva-me a ter medo de terminar seja o que for, porque no momento em que o processo acaba torna-se impossível melhorar o produto. Nos piores momentos, chega a ser contraproducente: tolhe-me a vontade de fazer seja o que for, porque parto do princípio de que não vou chegar aonde deveria. O derrotismo segreda-me, a propósito de quaisquer projetos, que não vale a pena tentar concretizá-los, porque há sempre quem faça melhor do que eu.
Este semestre letivo está a começar mal...
Mas lá estou eu a destacar o lado negativo, quando podia valorizar o que tem acontecido de bom.
Pronto, vou esforçar-me para reverter esta tendência. Reformulando:

Decididamente, vou ser mais otimista.

Estou entusiasmada para começar a valorizar o que faço bem, para dar menos importância ao que não ficou perfeito. O perfecionismo deve ser domado, para que conduza ao melhor resultado possível, sem levar ao receio de terminar aquilo que está a ser feito. Deve ser um estímulo, que me dê vontade de fazer mais e melhor. O otimismo dar-me-á alento, a propósito de quaisquer projetos, recordando-me de que vale sempre a pena tentar, porque ninguém fará por mim aquilo que eu imaginei fazer.
Este semestre letivo está a começar bem.
Vou destacar o lado positivo, valorizando tudo o que acontece de bom.
É isso. Vou esforçar-me para ampliar esta tendência.

Provas, para que vos quero?


É difícil descrever a sensação, essencialmente má, que me acometeu quando abri a caixa que continha as provas do meu novo livro.
Ao folhear as duzentas e tal páginas cheias de texto escrito por mim, senti um aperto cá dentro, um mal-estar esquisito, uma ansiedade que me deixou quase zonza. Apeteceu-me enfiar tudo dentro da caixa rapidamente, fugir, tudo menos olhar para aquela verborreia que um destes dias há de estar à venda por aí. Fui assolada por uma espécie de arrependimento misturado com pavor, tanto mais estranho quanto me é difícil - se não impossível - explicar o motivo de tal sentimento. Não queria eu tanto, tanto, escrever e publicar este livro? Não me deu tanto gosto escrevê-lo? Não me senti orgulhosa do resultado, quando o terminei? Então porquê, agora, esta renegação?

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Histórias para todos os gostos


Fui convidada para fornecer histórias escritas em inglês para o Quillr, uma aplicação que está a ser desenvolvida por um amigo de um amigo, na Índia. Acho a ideia excelente e estou muito entusiasmada com a perspetiva da minha colaboração! Será que vou finalmente dar uso a contos que escrevi há quinze anos?!

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Do livro que estou a ler



Um certo pastor americano bramiu um dia: «Para quê ensinar outras línguas na América se a Jesus bastou o Inglês?» Não creio que tenha ganho o céu.

Mário de Carvalho, Quem Disser o Contrário é Porque Tem Razão

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Dúvida desta manhã


Não sei se passei grande parte da noite com uma insónia, se sonhei que tive uma insónia...